Saúde do Corredor

Frio não protege a pele: não deixe o protetor de lado!

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Você deixa o protetor solar em casa nos dias frios? Sua pele está pagando o preço! A temperatura caiu. O céu está fechado. Você calça o tênis, coloca o agasalho e sai para treinar. Mas o protetor solar ficou na gaveta.

Se isso soa familiar, você não está sozinho. Uma pesquisa nacional mostrou que 66% dos brasileiros não usam protetor solar diariamente — e o percentual sobe nos meses de outono e inverno, quando a sensação de risco praticamente desaparece.

O problema é que o risco não desaparece junto.

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O que o frio esconde e o que ele não elimina

Existe um equívoco muito comum: confundir calor com radiação solar. São coisas diferentes.

A sensação térmica vem dos raios infravermelhos. Mas quem danifica a pele é a radiação ultravioleta, especialmente o UVA, que age de forma silenciosa e constante, independentemente da temperatura.

O Dr. Matheus Rocha, dermatologista, é direto: “A radiação UVA não depende da sensação de calor para agir. Ela continua presente, penetra profundamente na pele e se acumula ao longo do tempo, contribuindo para manchas, perda de firmeza, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer de pele.”

Para o corredor, esse risco é ainda maior. Você treina ao ar livre, muitas vezes de manhã cedo ou no final da tarde. Acumula horas de exposição por semana. Multiplica isso por meses de inverno sem protetor — e o dano vai se somando debaixo da pele, sem avisar.

O UVA atravessa nuvens. E atravessa o vidro também

Diferente do UVB — aquele que causa a queimadura visível — o UVA age sem dar sinais imediatos. Ele não queima. Não dói. Não deixa vermelhidão.

Mas ele atravessa nuvens. Atravessa vidros comuns. E está presente mesmo quando o sol não aparece.

Isso significa que o corredor que treina num dia encoberto, sem protetor, está sendo exposto. O que parece um treino seguro do ponto de vista solar, não é.

E não é só na rua. Quem dirige até o parque, trabalha perto de janelas ou passa longos períodos em ambientes com luz natural também acumula dose de UVA ao longo do dia — sem perceber.

O inverno resseca a pele. E uma pele ressecada sofre mais

O frio traz outro problema que afeta diretamente quem corre: o ressecamento.

Com a umidade do ar mais baixa e os banhos mais quentes depois do treino, a barreira da pele fica comprometida. Ela perde água mais rápido, fica mais sensível e responde pior às agressões externas.

O Dr. Matheus Rocha alerta para esse cruzamento: “Uma pele com barreira comprometida tende a sofrer mais com processos inflamatórios, piora de manchas e agressões cumulativas da radiação.”

Na prática: a pele do corredor no inverno está mais vulnerável ao dano solar justamente quando a maioria abandona o protetor.

Os números que nenhum corredor deveria ignorar

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) projeta cerca de 263 mil novos diagnósticos de câncer de pele não melanoma por ano no Brasil entre 2026 e 2028. É o tipo de câncer mais frequente no país.

A boa notícia é que ele tem alta taxa de cura quando detectado cedo. A má notícia é que a prevenção ainda é tratada como hábito de verão — e os dados mostram isso.

Quem corre ao ar livre com regularidade está entre os grupos com maior tempo de exposição acumulada. Isso aumenta o risco. E também aumenta a responsabilidade com a proteção diária.

Como proteger a pele sem complicar a rotina de treino

O Dr. Matheus Rocha recomenda manter a fotoproteção como parte fixa da rotina, inclusive nos meses frios. A lógica é simples: “O dano mais traiçoeiro é aquele que não chama atenção no momento, mas vai se somando com o tempo.”

Para o corredor, algumas adaptações práticas ajudam:

  • Aplique o protetor antes de sair para treinar, mesmo em dias nublados ou frios
  • Prefira fórmulas resistentes ao suor, especialmente para treinos longos
  • Não esqueça rosto, pescoço, orelhas e parte superior dos braços — as áreas mais expostas durante a corrida
  • Hidrate a pele diariamente, especialmente após o banho pós-treino, para manter a barreira cutânea íntegra
  • Opte por banhos mornos e mais curtos para não agravar o ressecamento típico do inverno

A corrida exige consistência. O cuidado com a pele também.

Sua pele não entra em férias no inverno

O Dr. Rocha resume bem: “Não é porque o calor caiu que a pele entrou em férias do dano solar.”

Para o corredor, essa frase tem peso ainda maior. Você treina o ano inteiro. Sua pele está exposta o ano inteiro. A proteção precisa acompanhar esse ritmo.

O protetor solar não é acessório de verão. É equipamento de treino e vai na mochila em qualquer estação.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um dermatologista. Em caso de dúvidas sobre a saúde da sua pele, consulte um especialista.


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Dani Künsch
Comecei a correr depois de atingir na balança 133kg e conseguir eliminar 65kg através de uma cirurgia bariátrica. Antes dessa primeira transformação, eu tinha vergonha até de entrar em uma academia para me matricular e vencer a obesidade. O "DANI-SE!" surgiu quando eu decidi CORRER para longe de tudo aquilo que me paralisava: meus próprios pensamentos, minhas ações, pessoas... Hoje eu acredito que TODO MUNDO deveria viver a experiência de CRUZAR A LINHA DE CHEGADA de uma corrida. Entre para esse MOVIMENTO LIBERTADOR e diga DANI-SE TUDO QUE TENTAR TE PARALISAR!

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