Saúde do Corredor

Por que toda corredora acima dos 40 anos deve treinar musculação?

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Se o seu objetivo é correr mais rápido, emagrecer com saúde e continuar alinhando quilômetros por muitos anos, existe um treino que não pode faltar na sua planilha: o fortalecimento muscular.

Apesar de muitas corredoras ainda acreditarem que apenas aumentar o volume de corrida é suficiente para perder peso, especialistas afirmam que a musculação e os exercícios resistidos são fundamentais, principalmente após os 40 anos, quando o corpo passa por importantes mudanças hormonais.

Mais do que melhorar a estética, o treino de força protege músculos, ossos e articulações, aumenta a eficiência da corrida e contribui para um metabolismo mais acelerado.

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Por que a musculação é importante para quem corre?

Quem pratica corrida regularmente está acostumado a investir tempo em treinos de velocidade, longões e regenerativos. Porém, sem fortalecimento muscular, o risco de lesões aumenta significativamente.

Além disso, a musculação proporciona benefícios que o treino aeróbico, sozinho, não consegue oferecer.

Entre eles estão:

  • preservação da massa muscular;
  • aumento da força e da potência;
  • melhora da estabilidade e do equilíbrio;
  • maior economia de corrida;
  • redução do risco de lesões;
  • fortalecimento dos ossos;
  • melhora da postura e da biomecânica.

Segundo a ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio, durante a menopausa o treino de força passa a ser ainda mais importante.

“A musculação melhora a composição corporal. O músculo sustenta os ossos e um dos maiores riscos da mulher na menopausa é a osteoporose.”

Emagrecer não depende apenas de correr mais

É comum encontrar corredoras que aumentam a quilometragem semanal esperando ver a balança baixar rapidamente. Entretanto, especialistas alertam que o emagrecimento saudável vai muito além das calorias gastas durante a corrida.

O tecido muscular é metabolicamente ativo. Isso significa que quanto maior a quantidade de massa muscular, maior tende a ser o gasto energético do organismo ao longo do dia, inclusive em repouso.

Na prática, isso facilita o controle do peso e melhora a composição corporal.

Por isso, a recomendação atual é combinar os treinos aeróbicos com exercícios de resistência.

O ginecologista Dr. Igor Padovesi afirma que, caso a mulher precise escolher apenas uma modalidade física, a prioridade deve ser justamente o treino resistido.

Corrida e menopausa: uma combinação que exige fortalecimento

Após os 40 anos, especialmente durante o climatério e a menopausa, ocorre uma redução natural dos níveis de estrogênio.

Essa mudança hormonal favorece:

  • aumento da gordura abdominal;
  • perda de massa muscular;
  • diminuição da força;
  • metabolismo mais lento;
  • maior resistência à insulina.

Essas alterações fazem muitas mulheres acreditarem que “a corrida já não funciona mais”. Na realidade, o corpo apenas passou a exigir uma estratégia diferente.

O fortalecimento muscular atua como um importante aliado para minimizar esses efeitos.

Segundo a Dra. Ana Paula Fabricio, ele melhora a sensibilidade à insulina, ajuda a controlar a gordura visceral, reduz processos inflamatórios e preserva a autonomia física ao longo do envelhecimento.

Menos lesões e mais quilômetros

No universo da corrida, fortalecer não significa apenas ganhar músculos.

Quadríceps, glúteos, panturrilhas, posteriores de coxa e core fortes ajudam a absorver melhor os impactos da corrida, reduzindo sobrecargas em joelhos, tornozelos e quadris.

Além disso, um corpo fortalecido suporta melhor os aumentos de volume de treinamento, permitindo maior regularidade — fator essencial para qualquer evolução na corrida.

A balança nem sempre mostra sua evolução

Outro erro bastante comum entre corredoras é avaliar os resultados apenas pelo peso corporal.

Especialistas explicam que mulheres que praticam musculação frequentemente podem perder gordura, reduzir medidas e melhorar a definição muscular sem apresentar grandes alterações na balança.

Isso acontece porque a massa muscular ocupa menos espaço que a gordura e melhora significativamente a composição corporal.

Em outras palavras: o espelho, as roupas e o desempenho na corrida costumam mostrar uma evolução antes mesmo da balança.

Fortalecimento também melhora a mente

Os benefícios da musculação não ficam apenas no corpo.

A prática regular também está associada à melhora da qualidade do sono, redução da ansiedade, aumento da autoestima e maior disposição para enfrentar os treinos e a rotina.

Segundo a ginecologista Dra. Patricia Magier, mulheres fisicamente ativas apresentam melhor bem-estar, mais equilíbrio emocional e melhor qualidade de vida em todas as fases da vida, inclusive durante a menopausa.

Quantas vezes por semana a corredora deve fazer treino de força?

Especialistas recomendam incluir pelo menos dois dias semanais de exercícios de fortalecimento muscular.

Também é interessante combinar atividades que desenvolvam equilíbrio e mobilidade, como Pilates, Yoga ou Tai Chi, reduzindo o risco de quedas e melhorando a funcionalidade.

Naturalmente, a prescrição deve respeitar idade, histórico de lesões, condicionamento físico e objetivos individuais.

A combinação que traz os melhores resultados

Para quem busca emagrecer, correr melhor e envelhecer com saúde, a receita é clara:

  • corrida;
  • treino de força;
  • alimentação equilibrada;
  • sono de qualidade;
  • acompanhamento profissional.

Muito além da estética, o fortalecimento muscular representa hoje uma das estratégias mais importantes para aumentar a longevidade esportiva das corredoras.

Se você quer cruzar mais linhas de chegada, correr com menos dores e manter a saúde em dia depois dos 40 anos, talvez esteja na hora de dar ao treino de força o mesmo espaço que você já dedica aos seus quilômetros.

No Dani-se Vou Correr, acreditamos que correr bem começa antes mesmo da largada. E um corpo forte é o melhor parceiro para quem deseja continuar colecionando medalhas, saúde e qualidade de vida por muitos anos.

Dani Künsch
Comecei a correr depois de atingir na balança 133kg e conseguir eliminar 65kg através de uma cirurgia bariátrica. Antes dessa primeira transformação, eu tinha vergonha até de entrar em uma academia para me matricular e vencer a obesidade. O "DANI-SE!" surgiu quando eu decidi CORRER para longe de tudo aquilo que me paralisava: meus próprios pensamentos, minhas ações, pessoas... Hoje eu acredito que TODO MUNDO deveria viver a experiência de CRUZAR A LINHA DE CHEGADA de uma corrida. Entre para esse MOVIMENTO LIBERTADOR e diga DANI-SE TUDO QUE TENTAR TE PARALISAR!

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